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O que você precisa saber sobre epilepsia

Saiba como identificar a epilepsia e quais são os tratamentos disponíveis.



COMO DIAGNOSTICAR


O primeiro passo é uma avaliação clínica, com o maior grau de detalhamento possível, para obter todo o histórico do paciente. Após a avaliação e o exame clínico, o médico neurologista pode solicitar alguns exames. É importante saber que o diagnóstico é clínico.

Os exames ajudarão a determinar o tipo de epilepsia e o que está causando as crises. Os mais comumente solicitados são a ressonância magnética ou tomografia computadorizada, exames laboratoriais de sangue e urina e eletroencefalograma. Alguns hospitais, como o Sírio-Libanês, em São Paulo (SP), oferecem também o exame de videoeletroencefalograma (vídeo EEG). Para a realização desse procedimento, o paciente é internado e passa por uma monitorização contínua. Suas ondas cerebrais são gravadas, em vídeo digital, até ocorrer uma convulsão.


CAUSAS PRINCIPAIS


- Genética: Pode ser causada por anormalidades nos cromossomos ou por mutações nos genes. É mais rara.

- Estrutural: Ocorre quando há um dano cerebral, como traumatismo craniano, tumor cerebral, AVC e infecções como a meningite e a encefalite.

- Metabólica: Ainda mais rara, ocorre quando há deficiência ou falha de determinadas substâncias no organismo. Um exemplo é a proteína GLUT1 - que é uma molécula responsável por transportar glicose para dentro do cérebro. Nessa situação é como se o cérebro estivesse sem glicose o tempo todo, o que leva a um funcionamento anormal do órgão, causando as crises epilépticas, além de outros sintomas.


TRATAMENTO


O tratamento para a epilepsia tem como principal objetivo o controle das crises, melhorando assim a qualidade de vida dos pacientes. Na maioria dos casos, ele é feito com medicamentos de uso oral, mas também poderá ser indicado tratamento cirúrgico.

Há mais de 20 drogas disponíveis atualmente para o tratamento da epilepsia, nem todas comercializadas no Brasil. Com o tratamento clínico com os medicamentos antiepilépticos, cerca de dois terços dos pacientes têm suas crises controladas. Um número significativo, cerca de um terço, porém, continua tendo crises a despeito do tratamento clínico.

Para esses pacientes, outras opções de tratamento podem ser consideradas, como o uso da dieta cetogênica (semelhante à dieta Atkins), principalmente em crianças, e o tratamento cirúrgico. Outras formas de tratamento, como métodos de neuroestimulação e o uso de células-tronco, ainda estão sendo estudadas.

É importante destacar que a maioria das pessoas com epilepsia tem suas crises controladas com o tratamento medicamentoso e, portanto, podem ter vida normal, com pouca ou nenhuma limitação. O reconhecimento das crises e o diagnóstico correto permitem que o melhor tratamento seja iniciado precocemente e que o paciente possa retomar normalmente suas atividades.

Em geral, se a pessoa passa anos sem ter crises e sem medicação, pode ser considerada curada. O principal, entretanto, é procurar auxílio o quanto antes, a fim de receber o tratamento adequado.


PREVENÇÃO


Algumas causas de epilepsia, como a anóxia neonatal e as doenças cerebrovasculares podem ser prevenidas. Assim, um acompanhamento pré-natal adequado e uma boa assistência ao parto certamente podem colaborar para reduzir o número de casos de epilepsia relacionados aos problemas do parto.

Da mesma forma, o controle apropriado dos fatores de risco para doenças cerebrovasculares, como a hipertensão arterial e o diabetes, leva a uma redução no número de acidentes vasculares cerebrais e, portanto, dos casos de epilepsia decorrentes dessa enfermidade.


PACIENTE


- Utilize corretamente os medicamentos, seguindo os horários e a dose prescrita.

- Avise o médico caso haja algum efeito colateral relacionado à medicação.

- Se precisar tomar outro medicamento, avise o médico, pois podem ocorrer interações medicamentosas.

- Evite o uso de álcool e de outras drogas ilícitas.

- Durma bem e mantenha hábitos saudáveis de vida.


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