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Equipamentos para diagnóstico de epilepsia grave beneficiam pacientes

Atualizado: 25 de Set de 2019



Chegada de aparelho de vídeoeletroencefalograma (vídeo EEG) coloca a Região Norte no mapa do diagnóstico, antes só disponível nas Regiões Nordeste e Sudeste.


O aparelho de vídeoeletroencefalograma (vídeo EEG) é um recurso diagnóstico usado para a medição de crises epiléticas em adultos e crianças e adolescentes que não respondem ao tratamento medicamentoso. Antes da chegada do equipamento em Belém, os pacientes eram obrigados buscar o exame em outras regiões do país, dependendo do apoio das secretarias de saúde pública e tendo que arcar com custos totais ou parciais de deslocamento.

A iniciativa de instalar o equipamento na capital paraense é fruto do esforço da ONG Iluminando a Vida, comandada pelo neurocirurgião paraense Francinaldo Gomes, em parceria com o Grupo Epilepsia Norte, que reúne docentes e discentes da Universidade Federal do Pará (UFPA) atuando na pesquisa em epilepsia, doença que atinge de 1,5% a 2% da população mundial.

Um dos equipamentos foi instalado na UFPA para ser usado pelo Grupo Epilepsia Norte no Laboratório de Processamento de Sinais (Leec) do Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Pará (Itec/UFPA). O segundo equipamento será instalado em um hospital particular e atenderá pacientes inclusive pelo Sistema Único de Saúde (SUS). As negociações entre a ONG e o hospital estão avançando. “Quando fecharmos com um hospital mandaremos vir o outro equipamento, aí sim para atender pacientes”, afirmou o neurocirurgião.


EEG


O médico Francinaldo Gomes explica que o exame de vídeo EEG é realizado da mesma forma que o eletroencefalograma tradicional, com o acréscimo de um registro simultâneo em vídeo para que haja a identificação e a classificação adequada das crises epilépticas. O exame possibilita a determinação da zona epileptogênica na investigação pré-cirúrgica para epilepsia e a determinação da frequência das crises.

“É um equipamento usado para investigação de epilepsia refratária, cujo objetivo é determinar o local do cérebro de onde as crises começam. Esse exame nos ajuda a saber o local para gente fazer um planejamento cirúrgico do paciente”, explica Francinaldo.

Trata-se de um procedimento não invasivo e não doloroso. O paciente é mantido em monitoramento, com registro contínuo da atividade elétrica cerebral e supervisão médica, o que possibilita classificar ataques. “É como se fosse um eletroencefalograma: colocam-se os contatos, com fiozinhos, na cabeça do paciente e fica uma câmera filmando. E quando o paciente tem crise o aparelho registra e funde uma imagem da câmera. São três dias de monitoramento”.

O registro prolongado, ressalta o neurocirurgião, é extremamente útil para documentar características clínicas das crises convulsivas e epilépticas, localizar o início e a propagação das descargas e classificar corretamente diferentes tipos de crises epilépticas, possibilitando o diagnóstico e a programação cirúrgica.

Hoje o exame é feito em várias cidades brasileiras, como Fortaleza (CE), Goiânia (GO), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG) e Brasília (DF), além de Belém.


INVESTIMENTO


O neurocirurgião explica que o Vídeo EEG não é um equipamento caro, custando entre R$ 60 mil e R$ 70 mil: “Para um equipamento médico não é caro. Mas precisa de uma estrutura, precisa de funcionários. O que acaba encarecendo é a manutenção. Mobilizar funcionários 24 horas por dia em uma sala própria”.

A ONG Iluminando a Vida e o Grupo Epilepsia Norte vão garantir treinamento a profissionais de saúde para o manuseio do Vídeo EEG e o acompanhamento dos pacientes.


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