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Ajudar alguém em crise é possível

Prestar socorro é importante. Neurocientista explica que a população precisa saber como ajudar uma pessoa em crise.


Crises de epilepsia assustam quem está por perto e deixam quem sofreu o ataque inseguro. Sem consciência, o portador de epilepsia cai, com os membros enrijecidos, e começa a se debater. Os músculos se contraem e relaxam repetidas vezes, pois o comando central no cérebro se desorganizou. Na maioria dos casos, a crise desaparece espontaneamente, a pessoa fica atordoada, mas vai voltando ao normal. Em uma rápida pesquisa na internet, se pode achar essa descrição didática, feita pelo famoso médico Drauzio Varella.

São encontradas 730 mil páginas em uma rápida consulta sobre “o que são crises epiléticas”. As explicações desmistificam qualquer receio que se pode ter em torno da doença. Sem dúvida é um bom resultado de pesquisa, mas via de regra a descrição dos ataques não é capaz de fazer com que a maioria das pessoas aja com tranquilidade diante de alguém em convulsão. Em geral, instala-se o caos em torno do paciente e há os que temem contágio ou até mesmo atribuam a crise à ação de espíritos malignos.


SOCORRO


Professora doutora da Universidade Federal do Pará (UFPA), a neurocientista Silene Lima, diretora da (ONG) Iluminando a Vida, comanda o Grupo Epilepsia Norte. Ela explica que é importante que a população saiba como se deve agir para socorrer uma pessoa em crise. É importante destacar que qualquer cidadão pode ajudar uma pessoa que está tendo um ataque epilético com procedimentos simples. Manter a calma é essencial, frisa a neurocientista. E, se for possível, se deve pedir ajuda.

”A cabeça do paciente deve ficar em posição mais alta do que o corpo. Não se deve restringir os movimentos da pessoa em convulsão. Quando a crise passar, a pessoa deve ser posta de lado para que não aspire suas secreções. Se a crise durar mais de cinco minutos, é preciso ligar para o Serviço Móvel de Urgência (Samu), que atende no número 192, para que a pessoa possa ser levada para um hospital o mais rapidamente possível”, afirma.

Se a pessoa estiver de óculos, é preciso retirá-los. E roupas apertadas, cintos ou gravatas devem ser abertos para se evitar traumas, alerta.

“Nunca se deve colocar objetos, a mão ou os dedos na boca de quem está tendo uma convulsão. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a língua não enrola”, explica Silene. Ela adverte que colocar objetos na boca de quem está convulsionando pode ferir a pessoa ou mesmo provocar fraturas nos ossos faciais.


GRUPO


O Grupo Epilepsia Norte reúne pesquisadores docentes e discentes da Universidade Federal do Pará (UFPA) num esforço científico de investigação, pesquisa e tratamento de pacientes na Região Norte e vem contribuindo para o avanço do conhecimento sobre a epilepsia, para a ampliação do campo de estágio para estudantes da área da saúde e para a melhoria no atendimento global dos pacientes.

O Grupo

trabalha em parceria com a ONG Iluminando a Vida.

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(91)   984336012

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